As causas mais frequentes de politraumas em pequenos animais são os acidentes de trânsito, em que os animais são atropelados, as lutas em que as lesões são resultado de mordidas, lesões por quedas desde uma certa altura.

Como proceder em casos de estar implicado num atropelamento:

– O primeiro a fazer é socorrer o ferido e retirá-lo da estrada para evitar mais acidentes.

– Se estiver consciente, deve-se agir com precaução já que por medo ou dor o cão pode morder, ainda que nunca o tenha feito antes. Podemos tapar a cabeça com uma peça de roupa para evitar que isso aconteça.

– Observar o estado de consciência do animal: se o animal estiver consciente, avaliamos o pulso a nível cardíaco na parte interna do músculo da coxa, na artéria femoral.

– Se o animal estiver vivo, devemos mantê-lo numa posição que facilite a respiração (pescoço estendido).

– Observar se há presença de sangramentos em aberturas naturais como nariz, ouvidos, boca, ânus, vagina ou pênis.

– Verificar se após o trauma se pet defeca, urina, deglute ou vomita.

– O ponto de impacto e a inércia do veículo pode com facilidade causar a fratura de algum osso no cão.

Consequências

No caso de fraturas abertas, é importante cobrir a ferida com um pano, como um curativo, para evitar maior contaminação bacteriana. Ao estar exposto, há sempre infecção.

Se a fratura é fechada, tentamos imobilizar, dentro do possível, a zona instável para evitar danos maiores nos tecidos.

Num atropelamento, qualquer osso pode ser fraturado, mas os mais frequentes são: fraturas do rádio e cúbito, fratura do fêmur, fraturas da tíbia e fíbula, fraturas de pelve e fraturas das costelas.

Temos que nos dirigir rapidamente a um centro veterinário, e se o animal parecer estar num estado grave, devemos optar por um hospital veterinário que disponha de métodos diagnósticos e serviço de hospitalização de cuidados intensivos.

Mesmo que pareça que o animal não tenha sofrido nenhuma lesão é melhor ir a um hospital veterinário onde se possam fazer exames para nos assegurarmos que está tudo bem. A exclusão de lesões é tão importante como a detecção da sua existência.

Um embate forte no tórax pode resultar em compromisso respiratório ao fim de algumas horas.

Por isso é importante deixar em observação durante as 24 horas seguintes.

Uma vez no hospital é importante que o veterinário seja capaz de administrar um tratamento adequado no momento e evitar assim um desenlace fatal.

Frente a um animal politraumatizado, o tempo é vital e um exame radiológico do tórax e abdômen é prioritário para poder estabelecer-se um tratamento de urgência.

As urgências cardiorrespiratórias ou as lesões intra-abdominais devem ser detectadas e controladas, assim como a estabilização dos sinais clínicos antes de fazer qualquer exame radiológico das lesões mais evidentes.

Dr. Geraldo Arnt Corrêa

Médico Veterinário Especialista em Nutrição Clínica e Alimentação de Cães e Gatos

CRMV-RS 6555

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