Você sabia que os carrapatos, considerados vetores, adaptaram-se às condições climáticas brasileiras, inviabilizando sua eliminação? Já o carrapato (Rhiphicephalus sanguineus), conhecido popularmente como carrapato marrom, infectado, alimenta-se do sangue do hospedeiro (cão), parasitando as células sanguíneas, transmitindo para o animal a enfermidade (COSTA,2011; MUNDIM, 2008).

As principais, nesta espécie, são a Babesiose, causada pelo protozoário Babesia canis (SILVA et al., 2012), a Erliquiose, causada pela bactéria Erlichia canis vogeli, (AGUIAR et al., 2007), a Anaplasmose, causada pela bactéria Anaplasma platys (BOOZER & MACINTIRE, 2003; RIKIHISA, 2000). A Hepatozoonose, causada pelo protozoário, Hepatozoon canis, ocorre quando o cão ingere o carrapato contaminado com o parasita, causando a enfermidade (IRWIN, 2010 ; SOLANO GALLEGO & BANETH, 2011).

Os sinais clínicos e alterações laboratoriais mais comuns para erliquiose e anaplasmose são anemia, trombocitopenia, perda total de apetite (anorexia), palidez de mucosas, linfoadenomegalia, leucopenia, letargia; enquanto na babesiose tem-se anemia hemolítica, letargia, hipertermia, esplenomegalia, icterícia, perda de peso e desidratação (HARRUS et al., 2002; MEGID et al., 2016; SHIPOV et al., 2008). Para Hepatozoonose, são: perda de peso, mucosa pálida, dor, febre, poliúria e polidipsia, degeneração muscular e atrofia, sendo a maioria inespecíficos.

É comum ocorrer junto com outras infecções, tais como toxoplasmose, erliquiose, micoplasmose e babesiose (SANTOS et al., 2018). O diagnóstico é realizado a partir dos sinais clínicos, realização de exames hematológicos, bioquímicos e métodos sorológicos (WANER et al., 2001). 

Como medidas preventivas destas enfermidades, deve-se fazer o controle do carrapato, nos animais e no ambiente. Para a prevenção do carrapato, importante vetor da doença, é possível utilizar medicamentos acaricidas e colares específicos (FOUREI, 2019). É de suma importância também realizar o controle ambiental, reduzindo assim a probabilidade de o vetor entrar em contato com outros cães.

Sabrina Braga Knorr 

Médica Veterinária, Mestre em Saúde Animal 

CRMV-RS 15469

2 Comments

  1. Eduardo 02/05/2022 at 21:16

    Muito obrigado. Esclarecedor!

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  2. Pingback: Quando suplementar meu pet? - TioChico

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